Alexandra David-Néel: itinerários e escritos de uma orientalista.

Carmen Lícia Palazzo

Alexandra David-Néel, escritora e orientalista francesa nasceu em Saint-Mandé, nas proximidades de Paris, em 1868. Passou muitos anos percorrendo a Ásia e publicou uma vasta obra da qual constam relatos de viagens, reflexões sobre o pensamento oriental e romances ambientados na sociedade tibetana. Contribuiu para a divulgação do Oriente na Europa através de textos ricos e densos, frutos de um interesse que ultrapassava a curiosidade superficial pelo Outro. A imersão de Alexandra nas sociedades asiáticas onde viveu foi profunda e marcante em sua própria vida, levando-a a abandonar sua formação tradicional cristã convertendo-se ao budismo.

Os relatos de viajantes se constituem, sem dúvida, em fontes importantes para a reflexão sobre a alteridade. No que diz respeito ao Oriente, a chamada literatura de viagens que tanto prosperou, principalmente na Europa, foi responsável pela construção de múltiplas imagens. Mulheres viajantes, porém, que se deslocaram através da Ásia sem a companhia de um marido ou sem vinculação com as estruturas missionárias foram extremamente raras.

Alexandra era filha de um jornalista francês livre-pensador e de uma belga. No decorrer de sua longa existência (pois  viveu até as vésperas de completar 101 anos) esteve no continente asiático em várias oportunidades sendo que, em duas ocasiões, suas viagens  converteram-se em longas estadias. Com base nas detalhadas referências encontradas nos inúmeros livros e artigos que escreveu é possível calcular que, entre 1891 e 1946, passou, ao todo, cerca de 24 anos no Oriente. Por duas vezes, de 1911 a 1924 e de 1937 a 1946, as permanências foram longas e contínuas, excluindo qualquer retorno à Europa.

Em seus livros e artigos, a viajante não se detém muito na descrição de seus anos de adolescência e juventude. Deixa, no entanto, claro, que não sofreu pressões familiares para se adequar aos comportamentos que, no final do século XIX e início do XX, eram esperados de uma jovem pertencente à alta sociedade. O pai, Louis David, havia participado ativamente da revolução de 1848 e em consequência se exilara em Bruxelas, onde casou-se com Alexandrina Borghmans, retornando depois de algum tempo com a mulher a Paris, onde nasceu Alexandra.[1]

Ainda que não especifique uma data, ela deixa bem claro que desde muito jovem desinteressou-se do cristianismo e foi procurar resposta à sua curiosidade espiritual nas filosofias do Oriente. Aos vinte anos de idade parte para Londres com dois objetivos bem definidos: aperfeiçoar seus conhecimentos de inglês e fazer contato com pessoas que frequentassem grupos de estudos de caráter “orientalizante”[2].

Depois de alguns meses na Inglaterra decide instalar-se em Paris para estudar sânscrito. Durante quase três anos, até 1891, permaneceu na capital francesa seguindo cursos dos professores Edouard Foucaux, grande especialista em Tibete,  e Sylvain Lévi, respectivamente no Collège de France e na Sorbonne.

Surge então a oportunidade de uma primeira viagem ao Oriente, tornada possível em virtude de uma herança que Alexandra recebe de sua madrinha. Será um contato inicial relativamente breve se comparado com as aventuras que virão mais tarde. Entre o final de 1891 e o início de 1892,  chega à Índia, onde permanecerá por dezoito meses. O prestígio da viagem, inusitada para uma jovem sozinha, proporcionou a Alexandra, na volta à Europa, uma série de convites para proferir palestras e também para a publicação de diversos artigos em periódicos franceses, belgas e ingleses.[3]

Buscando, porém, o sustento numa atividade regular, retornou aos estudos de música que havia iniciado quando muito jovem. Após uma breve passagem pelo Conservatório de Bruxelas, deixou a Bélgica mais uma vez pela França. Em Paris, concluiu o curso de canto lírico e conseguiu uma colocação, em 1895, como primeira soprano na ópera de Hanói, na então Indochina francesa.[4]

Após a passagem pela  Indochina e depois de algumas apresentações pelo interior da França, seguiu para a Tunísia, no ano de 1900, onde foi contratada como diretora artística do Cassino da capital. Em Tunis aceitou o pedido de casamento que lhe fez Philippe Néel, engenheiro francês ali radicado e chefe da Rede de Estradas de Ferro do Norte da África. A cerimônia se realizou em 1904, quando Alexandra tinha trinta e seis anos e Philippe, quarenta e três. Ambos eram maduros e independentes e o noivo estava consciente de que se unia a uma pessoa com projetos próprios e que dificilmente se contentaria com a função exclusiva de esposa. Essa consciência é que provavelmente permitiu a permanência de um profundo relacionamento entre ambos mesmo durante os longos períodos que Alexandra passou na Ásia.

Se o contato físico do casal foi esporádico, a amizade se manteve por muitos anos, até a morte de Philippe. Alexandra, em muitos de seus escritos, deixa bem claro que o casamento tradicional nunca a seduziu. Faz referência à mãe como uma figura pouco interessante e com a qual nunca teve afinidade. Demonstra uma clara preferência pelo pai mas não leva em conta o fato de que ele deve ter se beneficiado de um casamento que lhe permitiu tanto a estabilidade em meio ao conturbado cenário político de seu país, quanto a confortável situação financeira proporcionada pela família de Alexandrina Borghmans, que possuía tradição no ramo de negócios de tecidos.

A temporada na qual a orientalista viveria enquadrada em uma vida de mulher tradicional foi, no entanto, bem curta. No mesmo ano de 1904 já deixava Philippe sozinho e viajava para a Europa com o objetivo de tratar dos artigos que publicava com certa regularidade.[5] O marido, que provavelmente admirava a independência da mulher, ofereceu-lhe a possibilidade de retornar à Índia para passar alguns meses. Alexandra aceitou e partiu para o que deveria ser mais um período de estudos mas que, na verdade, durou catorze anos.[6] A viajante chegou ao subcontinente indiano em 1911 e só voltaria à Europa em 1925, tendo percorrido também o Sikkim, o Tibete, a China, o Japão, e a Coréia.

Alexandra buscava na Índia as raízes da doutrina budista mas também os ensinamentos védicos, já que seu interesse pela filosofia oriental abarcava todo este conjunto de temas que pretendia desenvolver em artigos e também em um livro que planejava – e que escreveria – sobre a Índia. Mas mesmo demonstrando um grande interesse pela religiosidade vedanta, Alexandra rejeitava com muita firmeza o sistema de castas. Sua aproximação maior com o budismo foi bastante coerente já que o surgimento e a expansão inicial dos ensinamentos do Buda estava intimamente ligada à contestação das estruturas sociais hinduístas que cristalizavam as divisões entre as pessoas de acordo com castas às quais pertenciam de forma hereditária.[7]

Em diversas passagens de seus escritos foi sempre muito crítica ao papel dos missionários protestantes e católicos que tentavam converter os asiáticos. Hospedou-se diversas vezes em missões cristãs do Oriente, católicas e protestantes, mas sem esconder sua condição de budista. Na verdade, hospedar-se junto a missionários cristãos europeus era muito comum para aqueles que viajam pela Ásia no século XIX e primeiras décadas do século XX. Alexandra, em mais de uma oportunidade, mostrou-se agradecida tanto a protestantes quanto a católicos que a abrigaram, mesmo sabendo que ela era seguidora dos ensinamentos de Buda.

Em certa oportunidade, no interior da China, país que foi sua grande paixão, na cidade de Kuangyüan teve a oportunidade de desfrutar tanto de um jantar na missão protestante inglesa quanto da hospitalidade de um padre católico, que era um chinês convertido. O fato de que ambos não conseguiam conversar fluentemente em virtude da barreira do idioma, no caso o chinês e o latim, únicas línguas que o padre dominava, não a impediu de apreciar as gentilezas do anfitrião. Com graça, Alexandra relata em uma carta ao marido distante:

“Há dois dias eu estou hospedada na Missão católica onde há só um padre chinês que tenta balbuciar em latim comigo. Tu podes imaginar como a conversa deve ser interessante. A língua de Virgílio não me é particularmente familiar.

A Missão está cheia de mulheres, os maridos de algumas delas são oficiais que partiram para a guerra (…) Há muito tempo que eu não me alimentava tão bem. Eu também fui convidada para a Missão protestante, onde há duas inglesas. O jantar lá era melhor servido mas infinitamente menos farto. O padre chinês  (…) me deu boas geleias e manteiga em caixa, para a viagem. As inglesas me deram docinhos secos.” [8]

A orientalista traduziu para o francês alguns textos do budismo de vertente lamaísta e também textos do vedanta hinduísta, já que dominava tanto o idioma tibetano quanto o sânscrito, contribuindo, portanto, para a divulgação do pensamento asiático na Europa.

Naquele período, o Tibete era considerado um dos lugares mais fechados do mundo, tanto devido a sua própria opção de não permitir o trânsito de estrangeiros sem que houvesse autorização prévia, quanto em função dos interesses ingleses e chineses. Ora um ora outro dos países que exerciam seu controle sobre o governo de Lhassa tomava medidas para que não houvessem espiões entrando nos territórios sob sua influência, o que era parte do jogo de disputas no quadro das relações internacionais do início do século XX.

Alexandra viajava na companhia de Aphur Yongden, um garoto que havia conhecido na comunidade tibetana do Sikkim. Como era habitual na região, contratou-o para acompanhá-la como guia e auxiliar em suas viagens. Com o tempo, o jovem passou a se interessar vivamente pelas leituras e foi alçado à condição de colaborador da orientalista nas traduções que ela realizava e, em seguida, a parceiro de estudos.

O percurso até atingir a capital tibetana foi ao mesmo tempo difícil e fascinante, atravessando grande parte do território chinês, já que havia partido de Pequim para realizar tal proeza. Em diversas cartas, Alexandra detalhou para o marido sua grande aventura. Naquele ano de 1923 a guerra civil na China fazia muitas vitimas e uma situação de descontrole e de impunidade tornava tanto as estradas principais quanto os pequenos caminhos extremamente perigosos.[9] A maneira através da qual a dupla de viajantes conseguiu passar incógnita para evitar maiores problemas com as autoridades inglesas foi bastante engenhosa. A orientalista escolheu o disfarce de peregrina mendicante, que andava pelas estradas na companhia de seu filho, que se apresentava como um jovem lama, no caso Aphur Yongden.

Carregando um mínimo de bagagem e uma pequeníssima tenda portátil, ambos passaram a acampar e muitas vezes a dormir em grutas nas montanhas, aceitando eventualmente modestas ofertas de alojamento. Na Ásia, peregrinos monges ou laicos, que se aventuram pelos caminhos, vivendo apenas de donativos, não chega a causar estranheza, mesmo atualmente. Uma peregrina mais velha suscitava atitudes de respeito e merecia proteção. Assim, com muita disposição, os dois viajantes, após oito meses de estrada, chegaram a Lhassa em fevereiro de 1924. 

Alexandra David-Néel foi, ao que se saiba, a primeira mulher estrangeira a entrar na capital tibetana. A região da cordilheira do Himalaia, com suas disputas de fronteiras, com seus pequenos reinos e com os diversos protetorados das grandes potências não se constituía em uma área especialmente favorável à livre circulação de viajantes. Um fator importante do isolamento era a preocupação dos ingleses, nas primeiras décadas do século XX, com ameaças a seu império. Assim, o governo tibetano e a Inglaterra, de certa forma, tinham uma visão convergente, ainda que por motivos distintos, sobre a manutenção daquela região considerada como um lendário Xangri-Lá, isolada em sua própria especificidade.

A orientalista desafiou, porém, todas as interdições e não apenas entrou em Lhassa mas ali permaneceu durante dois meses, visitando o majestoso palácio do Potala e circulando animadamente pela cidade. Alexandra relata com detalhes o dia-a-dia em Lhassa e também os tipos curiosos que encontra, os cortejos, as roupas coloridas e a alegria dos tibetanos. É uma observadora entusiasmada mas também cuidadosa com relação às informações que fornece, pois procura conhecer em profundidade os locais onde se encontra, os comportamentos de seus habitantes e as diversas etnias que vivem nas sociedades multiculturais da região do Himalaia e da China.

Suas aventuras levaram-na a dormir em tendas no Himalaia, a entrar em território tibetano, então proibido a estrangeiros, disfarçada de mendiga, mas, sobretudo, a manter um longo e profícuo dialogo com diversas personalidades da cultura asiática para aprofundar seus conhecimentos das religiões e dos comportamentos orientais.

No dia 10 de abril de 1925 Alexandra David-Néel e Aphur Yongden, que ela já então considerava como filho, partem de Colombo, atual Sri-Lanka, um dos portos mais utilizados na época, no embarque do subcontinente indiano para a Europa. O navio chega à França em maio. Um mês de viagem por mar para reencontrar o país que a orientalista havia deixado há 14 anos — período durante o qual viveu provavelmente a mais impressionante aventura que se tem notícia com relação a uma mulher ocidental.

O marido não vai esperá-la e o reencontro só se dará em fevereiro do ano seguinte! O casal não voltará mais a viver junto, encontrando-se pouquíssimas vezes. Ambos, porém, apesar do afastamento físico, continuarão mantendo uma intensa correspondência até a morte de Philippe Néel, em 1940. Alexandra, apesar da reação contrária do marido a seu desejo de adotar Aphur Yongden, consegue convencê-lo a assinar os papéis necessários, dando seu consentimento. A orientalista preocupava-se em deixar o jovem tibetano bem amparado para o futuro, quando ela faltasse. O que não imaginava é que seria ela própria quem viveria longamente, bem mais do que seu filho. Mas Yongden ainda foi seu companheiro em inúmeras viagens e também participou ativamente das atividades intelectuais de Alexandra, escrevendo alguns textos em parceria com ela e trabalhando em traduções de fontes tibetanas.

Em 1928, decidida a se fixar em algum lugar onde pudesse continuar escrevendo e onde pudesse também colocar os objetos que havia trazido de tantas viagens, Alexandra compra uma casa em Digne, no sul da França. A propriedade recebe o nome de Samten Dzong, que em tibetano significa “Fortaleza de Meditação.”

Alexandra David-Néel já era, então, uma figura de destaque no cenário europeu. Altos funcionários do governo francês a receberam em inúmeras oportunidades até que, no início de 1929, despertou grande interesse no então presidente da República, Gaston Doumergue. Ele próprio providenciou o apoio oficial e um consequente auxílio financeiro para que retornasse à Ásia.[10]  A nova viagem, no entanto, só se concretizará em 1937, quando Alexandra terá 69 anos de idade. Ela permanecerá na Ásia até 1946 tendo, portanto, presenciado a terrível guerra sino-japonesa, relatando em seus escritos os enormes massacres que os japoneses perpetraram em relação à população chinesa.

Foi impressionante o espírito aventureiro e a resistência física daquela que veio a se constituir, sem sombra de dúvida, numa das mais fascinantes personalidades do século XX. O último de seus livros foi escrito em 1964, quando a orientalista estava com 95 anos de idade.[11]

Em 1969, quase às vésperas de completar 101 anos, a viajante renovou seu passaporte. Mas faleceu em seguida, sabe-se lá com que projetos ainda em mente… A casa em Digne, onde viveu nos  períodos em que se encontrava na Europa, foi transformada em um centro cultural e museu. É também sede de uma associação de apoio às crianças tibetanas refugiadas em virtude da invasão e domínio chinês naquele país.

          Fontes e referências bibliográficas

Fontes primárias:

DAVID-NÉEL, Alexandra. L’Inde où j’ai vécu. Paris: Plon, 1951.

­­­­_________. Textes tibétains inédits(apresentação e tradução). Paris: La Colombe, 1952.

­­­­­­_________. Quarante siècles d’expansion chinoise. Genebra/Paris: La Palatine, 1964

_________. Le sortilège du mystère. Paris: Plon, 1972.

_________. Journal de Voyage, t.1. Paris: Plon, 1975.

_________. Journal de Voyage, t.2. Paris: Plon, 1976.

____________. Le bouddhisme du Bouddha. Paris: Éditions du Rocher, 1977.

_________. “Voyage d’une Parisienne à Lhassa  in Grand Tibet et Vaste Chine. Paris: Plon, 1994.

_________.”Sous des nuées d’orages” in Grand Tibet et Vaste Chine, Paris: Plon, 1994.

DAVID-NÉEL, Alexandra e YONGDEN, Lama Aphur.”Mystiques et Magiciens du Tibet” in Dieux et démons des solitudes tibétaines. Paris: Plon, 2004.

_________.”La puissance du néant” in Dieux et démons des solitudes tibétaines. Paris: Plon, 2004.

Referências bibliográficas:

AFFERGAN, Francis. Exotisme et alterité. Paris: PUF, 1987.

BIBLIOTHÈQUE NATIONALE DE FRANCE. Indes Merveilleuses: l’ouverture du monde au XV siècle. Paris: Bibliothèque Nationale/Chancellerie des Universités de Paris, 1993.

CHALON, Jean. Le lumineux destin d’Alexandra David-Néel. Paris: Plon, 1985.

FAIRBANK, John King e GOLDMAN, Merle. China: uma nova história. Porto Alegre: L&PM, 2006.

FOLTZ, Richard. Religions of the Silk Road. New York: St. Martin’s Griffin, 1999.

JINSHI, Fan. ”Art of Dunhuang Cave Shrines: A splendid achievment” in WENBIN, Zhang (ed.) Dunhuang. Beijing: Dunhuang Research Institute/Morning Publishers, 2000.

KILANI, Mondher. L’invention de l’autre: Essais sur le discours anthropologique.Lausanne: Payot, 1994.

MARCHAND, Joëlle Désiré. Les itinéraires d’Alexandra David-Néel. Paris: Arthaud, 1996.

MIDDLETON, Ruth. Alexandra David-Neel: Portrait of an Adventurer, Boston: Shambala, 1999

MORTON, W. Scott. China: its history and culture. New York: McGraw-Hill, 1995.

MURPHEY, Roads. East Asia: A new history. New York: Addison-Wesley, 2001.

PALAZZO, Carmen Lícia. Alexandra David-Néel: itinerários de uma orientalista. São Paulo: Annablume, Segunda Edição revisada e ampliada, 2022.

TODOROV, Tzvetan. Nous et les autres. Paris: Seuil, 1989.


[1] Para dados biográficos sobre Alexandra ver: CHALON, Jean. Le lumineux destin d’Alexandra David-Néel, Paris, Librairie Académique Perrin, 1985 e MIDDLETON, Ruth. Alexandra David-Neel: Portrait of an Adventurer, Boston: Shambala, 1999, este último cobrindo apenas os primeiros cinqüenta anos da longa vida da viajante.

[2] DAVID-NÉEL, Alexandra. Le sortilège du  mystère. Paris: Plon, 1972, p.20-22.

[3]  CHALON, Jean. Op. cit., p. 91-92.

[4] MARCHAND, Joëlle Désiré. Les itinéraires d’Alexandra David-Néel. Paris: Arthaud, 1996, p.48-49.

[5] Idem, p. 55-62.

[6] DAVID-NÉEL, Alexandra. Journal de Voyage, t.1. Paris: Plon, 1975, p.9-15.

[7] O estudo sobre o pensamento e a prática da religiosidade hinduísta do Vedanta era o objetivo desta viagem de Alexandra à Ásia. Naquele final de século XIX as diversas correntes do hinduísmo estavam sendo difundidas no Ocidente tanto pela curiosidade que despertavam enquanto pensamento exótico, oriundo da atraente colônia britânica da Índia, quanto pela presença marcante de diversos mestres que visitavam a Europa e os Estados Unidos.

[8] DAVID-NÉEL, Alexandra. Journal de Voyage, t.2, Paris: Plon, 1976, p. 214.

[9] Sobre a história da China, ver FAIRBANK, John King e GOLDMAN, Merle. China: uma nova história. Porto Alegre: L&PM, 2006 e também MORTON, W. Scott. China: its history and culture. New York: Mc Graw-Hill, 1995.

[10] DAVID-NÉEL, Alexandra. Journal de Voyage, t. 2, op. cit., p.307.

[11] DAVID-NÉEL, Alexandra. Quarante siècles d’expansion chinoise. Genebra/Paris, La Palatine, 1964.

Publicado por Carmen Licia Palazzo

Sou historiadora, viajante e escritora. Tenho diversos livros e artigos publicados e minhas pesquisas relacionam-se com História da Ásia, Rota da Seda, com as atividades dos jesuítas na China entre os séculos XVI e XVIII e com os encontros entre culturas distintas. Tenho dado aulas e ministrado palestras sobre esses temas e também sobre Al Andalus. Neste blog vou postando alguns dos meus textos, fotos e também outros artigos ou referências principalmente relacionados com relatos de viajantes e visões ocidentais sobre o Oriente.

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